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quarta-feira, 27 de abril de 2011

Juro do cheque especial é o maior desde 2008, mas inadimplência cai.

A taxa de juros do cheque especial avançou em abril para 8,78% ao mês, equivalente a 174,60% ao ano (a.a.), e atingiu o maior nível desde dezembro de 2008, quando estava 174,9% ao ano.

Na comparação com a taxa verificada no mês anterior (8,54% ao mês e 164,7% a.a.), houve aumento de 0,24 ponto percentual mensal, ou 7,2 p.p. ao ano, de acordo com dados da Nota de Política Monetária do Banco Central (BC), divulgada nesta quarta-feira (27).

Entretanto, na direção oposta do aumento da taxa de juros, a inadimplência nesta modalidade de crédito recuou de 8,4% do total de operações em março para 7,9% este mês, a menor taxa verificada desde maio de 2006, quando a inadimplência havia sido de 7,8%.

Aumento da taxa Selic

Para o professor da BBS (Brasilian Business School), Ricardo Torres, o aumento da taxa de juros do cheque especial, na contramão do recuo da inadimplência, pode ser justificado pelo avanço da Selic (taxa básica de juros).

“É estranho a taxa de juros subir enquanto a inadimplência recua, porque uma das variáveis usadas pelos bancos para calcular as taxas é justamente o maior risco de inadimplência. Então, o que pode ter acontecido é que os bancos estão aumentando a taxa por antecipação, principalmente depois do aumento de 0,25 p.p. da Selic este mês, que sinalizou que virão mais altas em breve”, aponta.

Queda da inadimplência
Para o professor de economia da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), Gilberto Caetano, a redução da inadimplência pode estar relacionada com os baixos níveis de desemprego e a o aquecimento da economia.

“Normalmente, no começo do ano temos um aumento da inadimplência, mas neste ano isso não aconteceu (a inadimplência do cheque especial vem caindo desde dezembro). Por isso, uma hipótese é que os bons níveis de emprego do País estejam segurando a inadimplência, pelo menos neste momento”, acredita Caetano.

Renegociação

Para evitar a taxa de juros do cheque especial, uma das maiores entre todas as modalidades de crédito (só perde para o cartão de crédito), o professor da BBS aconselha que seja feita uma renegociação da dívida junto ao banco.

“Você deve procurar o seu banco e renegociar a dívida, trocando o débito do cheque especial por um empréstimo pessoal ou consignado, que têm juros bem mais baixos”, aponta Torres.

Outra opção interessante para aqueles que possuem um veículo é vender o bem, pagar a dívida do cheque especial e comprar outro financiado. “Assim você troca a dívida do cheque especial pela do financiamento, que é mais barata”, ressalta o professor.

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