No último sábado (13), a cidade de Berlim e os alemães celebram os cinquenta anos do Muro de Berlim. A exatamente meio século, os primeiros tijolos do muro que separaria um povo – e ainda separa – entre comunistas e capitalistas começavam a ser colocados no lugar. No total, 136 pessoas morreram entre 1961 e 1989, quando o Muro foi derrubado, na tentativa de escapar de seu lado e viver uma vida melhor.
O Muro de Berlim cortava toda a capital da Alemanha; de um lado, a República Democrática Alemã (RDA), comunista, fechava-se para o ocidente e impunha duras regras a seus cidadãos, ao passo em que investia pesado em arte e cultura. Do outro, a República Federal da Alemanha (RFA), comandanda pelos Estados Unidos, desenvolvia seu capitalismo e via sua riqueza crescer rapidamente.
Mais de 20 anos de muros foram suficientes para separar até hoje os alemães. Mesmo após a derrubada do Muro e reunificação do país, ainda se sente a segregação entre Ossies (alemães orientais) e Wessies (alemães ocidentais). Ao meio-dia (horário local), um minuto de silêncio foi promovido em toda a Berlim em homenagem aos mortos que tentaram cruzar a fronteira entre comunismo e capitalismo e acabaram mortos.
Participam das comemorações a chanceler alemã, Angela Merkel, o presidente Christian Wulff, o prefeito de Berlim, Klaus Wowereit, e outras autoridades. Pensado para ser um “muro antifascista”, segundo o líder comunista Walter Ulbricht, o Muro de Berlim acabou por isolar toda a população oriental do resto do mundo.
Apesar de ser uma celebração, o prefeito Wowereit lembrou que na verdade os berlinenses comemoram “o dia mais triste de sua história”. “Mas é nossa responsabilidade manter a história viva e passá-las às próximas gerações, mantendo os princípios de democracia e liberdade vivos para que tais injustiças jamais se repitam”, afirmou em discurso.

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