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quarta-feira, 20 de julho de 2011

Após o fim da greve, preocupação é com a reposição das aulas a tempo.

Dos 200 dias letivos, obrigatórios por lei, 70 foram cumpridos antes da greve. Dos 62 dias de greve, 41 eram de aulas. Para fechar as contas, o calendário escolar, que poderia terminar em novembro, vai até 30 dezembro. A diretora de Educação Básica, Gilda Mara Penha, afirmou que os professores que retornaram ao trabalho até o começo de julho — quando a maioria das assembleia regionais indicou o fim da greve — conseguem repor neste prazo.

Ela apontou o Instituto Estadual de Educação como um termômetro do que pode acontecer. A escola cumpriu apenas um trimestre de aulas, ainda faltam dois. Entre as regiões que podem ter o mesmo problema estão Criciúma, Grande Florianópolis, Itajaí, Tubarão, Laguna e Chapecó. De acordo com ela, nesses casos, os colégios terão que buscar alternativas para cumprir os 200 dias letivos.
A diretora informou que será feito um acompanhamento da reposição. Para isso, haverá reuniões mensais com os gerentes educacionais. A primeira está marcada para agosto.
A diretora pediu aos pais que também acompanhem a situação das aulas. Sobre os alunos de terceirão, ela observou que os professores, mesmo que tenham voltado insatisfeitos para a sala de aula, precisam colocar o estudante em primeiro lugar, conciliando a recuperação dos dias parados com o conteúdo perdido.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Deputados aprovam projeto de lei que define salário de professores em SC.

Deputados aprovaram em sessão na Assembleia Legislativa (AL) o Projeto de Lei Complementar (PLC) 026 que trata do salários dos professores da rede estadual de Santa Catarina. Por volta de 18h30min desta quarta-feira, 36 parlamentares votaram o PLC em plenário: oito foram contrários e 28 foram a favor do projeto. Durante a votação, cerca de 1,6 mil professores acompanhavam a sessão na assembleia, segundo cálculos do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de SC (Sinte).

Os professores não queriam a aprovação do projeto porque ele altera o plano de carreira do magistério. Após a votação em primeiro turno, muitos docentes que acompanhavam a sessão foram embora afirmando que a greve deve continuar.

Às 9h de quinta-feira o comando de greve dos professores deve se reunir. Durante a tarde, haverá assembleias regionais dos docentes a partir das 14h.

Projeto que trata do salário dos professores pode ir direto a plenário.

Os deputados da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) não chegaram a um consenso sobre o projeto de lei complementar (PLC) que altera o salário e o plano de carreira dos professores, nesta terça-feira, e decidiram adiar a decisão. O governo pode enviar o texto direto para plenário, sem aprovação da CCJ, desde que a maioria dos deputados concorde.

Os docentes não querem a aprovação do projeto porque ele altera o plano de carreira do magistério. Se o PLC não for aprovado, os salários dos professores voltam aos valores que tinham antes da greve.

Para pressionar o governo e evitar a votação do PLC, os professores permaneceram acampados em frente à Alesc e prometem retomar os protestos nesta quarta-feira.
O relator do projeto, Joares Ponticelli, não apresentou parecer na reunião. Os deputados da oposição questionaram o conteúdo do projeto. Já os deputados da base governistas procuram caminhos alternativos para o projeto ser votado antes do recesso, que começa em 15 de julho e vai até agosto. Um deles é encaminhar o projeto direto para a votação em plenário.

Caso o projeto seja encaminhado diretamente ao plenário, o governo precisa de, no mínimo, 21 votos para aprovar o PLC.